O Primeiro Brinquinho da MY

30 de outubro de 2013   Por:    Maternidade, Ser Mãe, Vida Real   0 Comentários

O primeiro brinquinho

Furar a orelha do bebê em algumas culturas é considerado um ato de cruel em outras como a nossa já é algo visto como símbolo de feminilidade e tradição.

Recentemente uma foto divulgada pela modelo Gisele Bundchen em seu instagram com sua filha de oito meses, deu o que falar na blogosfera materna, com críticas infinitas a modelo por furar suas orelhas. Furar a orelha de um bebê pode ser visto como um ato estético, cultural, como distinção do gênero da criança, ou até por pura vaidade da própria mãe.

Gisele Bunchen

Nos Estados Unidos e Europa, não é usual furar a orelhinha dos recém-nascidos. Algumas mães americanas veem isso como uma dor desnecessária ao filho, e consideram inapropriado furar antes dos cinco e seis anos, deixando essa decisão de usar ou não brincos para o próprio filho quando crescerem.

Algumas mães Brasileiras também compartilham da mesma opinião. Não é muito comum ver bebês sem os adornos nas orelhas, porém apesar de sua decisão devemos respeitá-la. Porém a reação das pessoas é de espanto pra não dizer de horror ao verem uma menina sem brincos.

Sem dúvida nenhuma um bebê com um brinquinho é lindo. As minhas usam desde o primeiro mês vida. Foi um dos itens do enxoval escolhido pelo tio coruja. Todas as meninas da minha família tem orelha furada desde recém-nascida, pra mim é mais um caso de tradição e costume. As duas são gêmeas idênticas, os brincos foi um modo das pessoas poderem identifica-las sem ficar perguntando toda hora quem é quem. Cada brinco é de uma cor diferente. Branco Milena, Vermelho Yasmin.

Os brincos não podem ser grandes, que possam machucar ou enganchar na roupinha. As bolinhas ou pérola são as opções mais indicadas. A tarraxa precisa cobrir toda a parte traseira do brinco e também ter uma pontinha arredonda por fora, para o pino do brinco não ficar entrando na pele do bebê atrás da orelha. Os brincos de ouro, não banhados, são os mais recomendados, por terem menor risco de infecções ou alergias.

O primeiro brinquinho (2)

Alguns pediatras orientam o furo depois dos dois meses de vida, após as primeiras doses das vacinas, para evitar a possibilidade de infecção no local. Antes do procedimento, é bom sempre avaliar a saúde do seu bebê.

Hoje, hospitais e maternidades não furam a orelha como antigamente. Após a alta é costume pedir ao próprio pediatra ou alguma enfermeira especializada.

Pelas regras da Anvisa para as farmácias, esses estabelecimentos podem furar orelhas, desde que o procedimento seja feito com brincos estéreis vendidos no próprio local e colocados com ajuda de equipamento apropriado, uma espécie de pistola.

Furei a orelha em casa. Agendamos com um especialista uma visita e ele tirou todas as nossas dúvidas antes do procedimento. Perguntei se ia doer, não queria ver as minhas filhas sofrerem. A dor é menor que de uma vacina. Choraram na hora, mas logo passou e dormiram, mas ao contrário das filhas quem chorou e chorou foi a mãe aqui, e o choro foi em dobro.

O primeiro brinquinho 3-vert

Tudo foi feito no maior cuidado pelo profissional. A preocupação foi com a higiene e com o ponto certo para o furo. Levou um tempo para achar o que eles dizem ser o ponto “neutro”: ele não sangra, não incha e não fica vermelho. A orelha parece um feto na posição de nascimento. O ponto neutro seria exatamente aonde é o olhinho dele. Para encontrar esse local com exatidão, é feito uma espécie de gráfico em cada orelha, já que não são iguais e ainda usa uma régua para encontrar esse local com exatidão. Portanto, não inventa de pedir, a tia, cunhada, vizinha para furar a orelha da sua filha.

 Ele utilizou uma pomada anestésica no local e o furo foi manual com o próprio brinco que o tio presenteou.

Depois do furo e do choro na hora, parecia que não tinha acontecido nada. Depois do brinco colocado, a preocupação era com os cuidados. O profissional recomendou a não retirar os brincos, limpar o local com álcool a 70% em torno do lóbulo da orelha duas vezes por dia com um cotonete, virar os brincos pelo ao menos uma vez por dia para não ficarem grudados. Após o banho secar bem o local para que não fique úmida. Seguindo as orientações à risca não terá problemas. As orelhinhas das meninas ficaram lindas e não tiveram nenhuma infecção ou irritação.

Em minha opinião furar a orelha já desde nascida é mais fácil do que em crianças mais velhas, já que elas tendem a tocar em suas orelhas com seus novos brinquinhos aumentando a probabilidade de infecção após a perfuração.

Fique sempre atenta a qualquer possível sinal de infecção, como dor, secreção, inflamação ou sangramento. Caso isso ocorra, retire os brincos imediatamente, limpe-os com álcool para guardar e pergunte ao pediatra se deve usar alguma pomada ou medicamento específico no local.

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