Cuidando dos Dentinhos

25 de outubro de 2013   Por:    Geral   0 Comentários

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Como cuidar da higiene bucal do bebê antes de o dente nascer?

Mesmo antes do surgimento da dentição, a higiene bucal é importante. “Comece com um estímulo oral para criar hábito no bebê, que ainda não tem dentes, de passar gaze com água filtrada, ou fervida, dentro da boca, em toda a mucosa“, afirma a odontologista Flavia Pires Bretas Delaroli, da Top Master Odontologia.

A gaze embebida no soro fisiológico também é uma opção. “Como a mucosa ainda é muito fina e delicada, não há a necessidade de realizar a limpeza diariamente. Duas vezes por semana é o suficiente, salvo caso onde o leite fica parado ou estagnado na boca, geralmente em casos de regurgitação”, reforça o especialista em ortodontia lingual e professor de odontologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) Julio Pedra e Cal.

Além de remover restos de leite, o objetivo também é prevenir a estomatite. “É um vírus que se aproveita de uma baixa imunidade da criança, causando feridas na boca e garganta que parecem aftas. Quando isso acontece, a criança baba muito e fica com grande dificuldade de se alimentar”, afirma Márcia Vasconcelos. A primeira ida ao odontopediatra pode acontecer a partir do terceiro mês, mas não deve passar do primeiro ano.

Há casos em que o recém-nascido já nasce com alguns dentes, que são chamados de natais ou neonatais. “São casos especiais e se incomodarem a mãe na hora da amamentação, por exemplo, devem ser retirados”, explica Márcia Vasconcelos, consultora de odontopediatria da Associação Brasileira de Odontologia (ABO).

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O que é Odontopediatria?

A odontopediatria é o ramo da odontologia que cuida da saúde bucal das crianças. Hoje sabemos que o grande medo que as pessoas têm de enfrentar a cadeira do dentista é devido às experiências negativas que tiveram quando crianças. Por esse motivo, o trabalho do odontopediatra é tão importante.

São eles os responsáveis pela higiene não só das crianças que já tem dentinhos, mas também dos bebês e das gestantes. Aliás, as mães devem procurar esses profissionais ainda durante a gravidez, enquanto ainda tem um tempinho sobrando, para se informar sobre os cuidados que devem ter a partir do nascimento.

O tratamento para crianças também requer cuidado especial. Os pequenos precisam de maior atenção e psicologia para que a visita ao dentista não vire uma tortura. O ambiente também deve ser atrativo, ajudando a criança a se sentir confiante e descontraída.

É importante que os pais conversem com o odontopediatra sobre qualquer experiência ruim que a criança tenha tido para que o profissional saiba ajuda-lo a lidar com esse medo e o tratamento ocorra da melhor maneira possível.

Que escova dental devo usar?

No início, muitas mães acham mais fácil limpar os dentes do bebê com um pedaço de gaze ou com um paninho enrolado no dedo. Uma dedeira, vendida em farmácias e lojas especializadas, também pode ser uma boa opção, desde que você faça uma boa higiene na peça (ela deve ser esterilizada com a mesma frequência que chupetas e mamadeiras, por exemplo).

A época certa de pensar na primeira escova é quando os dentes do fundo aparecem, porque, devido às suas reentrâncias, fica difícil limpá-los adequadamente só com uma gaze.

A primeira escova de dentes de seu filho deve ter cerdas macias e uma cabeça pequena, que permita alcançar facilmente todas as partes da boca. Verifique na embalagem a idade recomendada para o uso.

Não use a mesma escova por mais de três meses ou depois que as cerdas começarem a se separar.

 

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Qual é a maneira correta de escovar os dentes do bebê?

Coloque uma quantidade mínima de pasta na escova, suficiente para formar uma fina camada sobre parte das cerdas (o equivalente a meio grão de ervilha). Escove cada dente cuidadosamente, fazendo suaves movimentos circulares na área em que os dentes encontram as gengivas. Pode ser mais fácil colocar o bebê no colo para fazer uma boa limpeza.

Depois de escovar, certifique-se de que seu filho cuspiu todo o excesso de creme dental, mas não enxágue a boca com muita água.

 

Quando devo começar a levar meu bebê ao dentista?

Muitos profissionais recomendam que as visitas comecem assim que os primeiros dentinhos nascerem. Uma boa ideia é levar seu filho quando você tiver uma consulta com o dentista, pois assim ele já vai se habituando ao ambiente do consultório.

Posso usar suplementos à base de flúor?

Em princípio não é necessário usar suplementos de flúor para crianças que moram em cidades onde a água é fluoretada.

O flúor em excesso pode acabar danificando os dentes permanentes que ainda nem nasceram, alterando a cor ou manchando o esmalte (problema conhecido como fluorose, daí a recomendação para que se use pasta sem flúor enquanto a criança é pequena demais para cuspir o creme dental. É importante também evitar que seu filho acabe engolindo o creme dental na hora da escovação.

Se você mora em uma cidade onde a água da torneira é fluoretada, seu bebê certamente não vai precisar de suplementos. A própria água usada na preparação de alimentos já contém quantidades suficientes de flúor (o que não acontece com a água mineral).

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Existem outras maneiras de eu cuidar melhor dos dentes do meu filho?

A principal causa das cáries não é a quantidade de açúcar na alimentação, mas sim a frequência com que ele é ingerido ao longo do dia, seja em comidas ou em bebidas. Assim sendo, deixe os doces para a hora da refeição.

Se quiser oferecer um lanchinho entre as refeições, tente opções salgadas, como queijos, torradas, pão, frutas frescas e palitinhos de legumes.

Você também deve:

  • Evitar dar refrigerantes e sucos adoçados, principalmente entre as refeições, na hora de dormir ou durante a noite. A cárie pode ocorrer se a criança passa muito tempo tomando mamadeira. Lembre-se também de que bebidas prontas, como sucos de caixinha, chás e outros, na maioria das vezes vezes contêm outros tipos de açúcar, frutose ou glicose, que são tão prejudiciais aos dentes quanto a sacarose do açúcar comum.
  • Procurar oferecer as bebidas em um copinho, inclusive água e leite, a partir dos 6 meses de idade.
  • Manter uma alimentação saudável e balanceada para seu filho.

 

Cuidado com a Cárie de Mamadeira

Atire a primeira pedra os papais que nunca tiveram peninha de acordar seu filho que está gostosamente dormindo no sofá para escovar os dentes.

Alguns simplesmente colocam o pequeno no colo e levam direto para a cama sem dar uma passadinha pelo banheiro. Ou quando passa pelo banheiro é apenas para a criança fazer pipi.

Esse descuido pode trazer dor de cabeça futura. Ou melhor, dor de dente. A falta de escovação dos dentes é tudo o que a cárie mais gosta.

A “cárie de mamadeira” é a que mais se encontra em crianças de até 5 anos. Por que “cárie de mamadeira”? É aquela mamada para dormir. Toma a mamadeira e dorme, sem escovar os dentes.

Logicamente que não precisa ser só de mamadeira. Pode ser uma mamada no peito ou mesmo tomar o leite no copo. Acontece que o aconchego do colo da mamãe durante a mamadeira ou o peito faz com que a criança durma mais facilmente do que a criança que toma o leite no copo.

Esse esquecimento na hora de passar com o filho pelo banheiro é uma atitude muito inadequada por parte dos pais. Mesmo que a criança tenha tomado só um copo de leite ou mesmo ainda que tenha sido amamentada a higienização da boca deve ser realizada sempre. O leite materno pode causar cárie, sim!

Muitos odontopediatras (dentistas de crianças) acreditam que a bactéria que ocasiona a cárie dentária é uma doença infecciosa e transmissível. Outros já não acreditam na transmissibilidade.

Recadinhos – Algumas dicas dos profissionais que acreditam que a cárie é transmissível é não beijar a boca dos bebês. Não assopre ou mesmo experimente a comida na mesma colher que se oferece para a criança. São nesses momentos que as bactérias encontradas na boca da mamãe organizam “caravanas” para a boca do pequeno.

Mesmo os pequeninos que ainda não apresentam dentes devem ter a região oral higienizada. Após as mamadas, deve-se passar uma gaze umedecida em água fervida e filtrada por toda boca do bebê: língua, gengiva e bochechas.

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Escolhendo o creme dental

Cremes dentais com pouco flúor indicados para crianças são ineficientes

Alguns anos atrás, o mercado lançou cremes dentais com baixa concentração de flúor, indicados para crianças, a fim de evitar o acúmulo de flúor no organismo dos pequenos, o que causa a fluorose, aquelas manchinhas brancas nos dentes.

Recentemente, um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostrou que os cremes dentais com baixa concentração de flúor não são tão eficientes contra as cáries, além de não evitar a fluorose.

A tese de mestrado desenvolvida por Regiane Cristina do Amaral estudou 14 voluntários que usaram um aparelho com fragmentos de dente de leite e fizeram uso de cremes dentais com maior e menor concentração de flúor, além de consumirem diferentes taxas de açúcar por dia. O resultado da pesquisa foi que quanto maior a exposição ao açúcar, menor o efeito protetor do creme com pouco flúor.

O presidente da ABO – Sociedade Brasileira de Odontopediatria, Dr. Paulo Rédua, defende a mesma ideia da pesquisa de que mesmo crianças pequenas devem usar pasta com flúor. “Existe uma interpretação errada quando se fala que creme dental causa fluorose. O que causa fluorose é excesso de flúor ingerido pela criança sem controle dos pais. Creme dental é para ser usado na quantidade certa, sob recomendação do odontopediatra e sob supervisão de adulto”, ensina o especialista.

A ABO, assim como o Ministério da Saúde, recomenda o uso de creme dental convencional com flúor a partir da erupção dos primeiros molares decíduos (em torno de 14 meses), na quantidade equivalente a um grão de arroz cru, e deve ser realizada pelos pais ou cuidadores, entre uma a três vezes por dia, dependendo da disponibilidade dos pais. (Os pais devem observar se a criança já desenvolveu o ato de cuspir e não engolir a pasta)

Existe no mercado alguns cremes dentais que, ao invés de flúor, utilizam produtos como a clorexidina, o xilitol e a malva. Segundo o Dr. Paulo Rédua, o creme dental com xilitol tem capacidade de tratar e prevenir a carie, mas tem um custo mais alto e precisa de mais pesquisas. A malva tem ação antiinflamatória e antimicrobiana, mas também carece de mais estudos. Já a clorexidina é indicado para casos específicos de risco de cárie, porém, esse produto pode causar o aparecimento de manchas externas nos dentes. A recomendação da Associação Brasileira de Odontopediatria é que os pais procurem orientação de um odontopediatra para o profissional avaliar as necessidades individuais da criança e determinar o tratamento curativo ou preventivo.

Dos 4 aos 6 anos: como cuidar dos dentes da criança

Nesta fase, a criança já tem uma articulação oral mais bem desenvolvida e já sabe cuspir, sendo liberado o uso de creme dental com flúor. O tamanho da escova de dente deve ser intermediário, entre o tamanho das de bebê e as de adulto, e sempre com cabeças pequenas e cerdas macias.

É a partir dos 5 anos que os pais, geralmente, começam a permitir que seus filhos façam a higiene sozinhos, mas a supervisão é sempre importante. “Caso note alguma deficiência na escovação ou mau hálito, é importante que os pais voltem a escovar os dentes da criança algumas vezes durante a semana”, reforça Julio Pedra e Cal, especialista em ortodontia lingual e professor de odontologia da Universidade Federal Fluminense (UFF).

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Criança deve usar fio dental?

 O hábito de usar o fio dental deve ser cultivado desde o nascimento dos primeiros dentes, mesmo se eles são separados, o que facilita a higienização. “A atuação dos pais supervisionando o uso é muito importante, mas seu exemplo é fundamental. O ideal é que os pais escovem sempre seus dentes junto com os filhos, e que os filhos possam desenvolver o hábito de passar o fio dental entre os dentes, por observarem seus pais de forma divertida e natural”, explica Julio Pedra e Cal. Portanto, para crianças vale a mesma recomendação para os adultos: o fio ou fita dental deve ser usado diariamente, pelo menos por uma vez, geralmente antes de dormir.

Enxaguante bucal faz mal para as crianças?

Existem enxaguantes bucais infantis, mas a maioria dos produtos tem altas concentrações de flúor e álcool, que altera a flora bucal da criança. “É claro que os enxaguantes bucais podem ser um bom coadjuvante na higiene bucal de crianças, assim como para adultos. Por outro lado, talvez seja mais bem indicado o uso a partir dos 5 ou 6 anos, quando a criança já possui maior capacidade para fazer bom uso destes produtos sem maiores riscos”, explica Julio Pedra e Cal.

fonte: guiadobebe
babycenter
mães gnt

Fotos: drtoothdentalclinic.com
dentistazonanorte.com.br
brightondental.wordpress.com
celebbabylaundry.com
dentalhealthweek.com.au
ktvz.com

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