Os Três Primeiros Meses – Loucura pouca é bobeira rs*!!!

15 de fevereiro de 2013   Por:    Ser Mãe, Vida Real   0 Comentários

Pensei que iria enlouquecer! É essa a minha resposta, sempre quando alguém me pergunta como foi o primeiro trimestre com as gêmeas.

Quando saímos da maternidade e chegamos em casa ainda não acreditávamos no milagre que tínhamos recebido. As duas pareciam umas bonequinhas de tão lindas (coisas de mãe coruja rs*). A primeira semana foi bem turbulenta, banhos, trocas de fraldas, segurar um bebê recém nascido, tudo isso tivemos que aprender na marra. Infelizmente, os cursos para gestantes, livros sobre bebês, pesquisas na internet, nada disso te prepara 100% para ser pai, a realidade é na prática. Estamos aprendendo até hoje, e cada dia com elas é uma caixinha de surpresa.

Não sabíamos que nossa vida desse dia em diante seria cheia de novas descobertas e aprendizados. Ao chegarmos em casa colocamos as duas direto no berço e pensamos que passariam o maior tempo dormindo (isso era o que esperávamos) rs*. Enquanto descansávamos ouvimos o primeiro choro, será que era fome? Fralda suja? Manhã? Não sabíamos identificar o que significava todo aquele berreiro, então sempre íamos por eliminação até chegarmos ao quesito fome. Era a hora de dar o peito, como havíamos definido que a cada três horas elas iriam mamar, então sempre pensávamos que cada choro era fome ou fralda suja (com o tempo você acaba conseguindo identificar o choro).

Sempre amamentava as duas simultaneamente. Ficavam uns 40 minutos em cada seio, logo depois tomavam a fórmula de 30 ml cada para complementar. Foi assim na maternidade e seguimos esse ritmo em casa.

De inicio, eu achei que elas eram muito pequenas para ficarem sozinhas no quartinho. Decidimos que dormiriam no carrinho em nosso quarto. Assim, ficaria bem mais fácil para amamenta-lás e qualquer gemidinho era só levantar a cabeça e dar uma olhadinha pra ver se estava tudo bem. Foi assim durante um mês.

Então, a minha vida da mãe nos primeiros 20 dias foi: Amamentar no peito a cada três horas e complementar com a fórmula, um banho por dia cada uma, troca de fraldas a cada mamada ou mais. Pergunta: Se eu fazia isso sozinha? Não, confesso que não conseguiria fazer isso tudo sem a minha mãe e minha sogra. Nas duas primeiras semanas eu me sentia muito cansada, o meu mundo estava girando ao redor das minhas filhas, não tinha tempo pra mim mesma. Às vezes mal conseguia trocar de roupa, confesso que passava o dia todo de pijama. Foram noites inteiras sem dormir. Pensava que aquilo iria durar para sempre, mas como todo mundo sempre diz “Isso passa”, realmente um dia aconteceu, passou.

Não vou negar, com vinte dias de mãe, sentei na sala com o meu marido e desabei a chorar com uma das meninas no colo. Sentia-me tão cansada, questionava o que elas queriam de mim, pois choravam todo o tempo, pra mamar, pra dormir, tomar banho, ou seja, não conseguia entender o que estava fazendo de errado. Foi ai que minha mãe entrou em cena. No começo pensava que poderia fazer tudo sozinha, achava que era a “mulher maravilha”, que conseguiria amamentar duas meninas a cada três horas durante a noite toda e ainda acordar bem disposta para leva-lás para o banho de sol e seguir esse ritmo durante todo o dia. Mas, o fato que não é bem assim, da noite para o dia a sua vida muda, e você se pega com duas meninas que não vem com manual de instrução e que quando não estão dormindo estão chorando rs*. Portanto, não tenha vergonha de assumir que não é perfeita e que precisa de ajuda, porque ser uma “mulher maravilha” é só pra histórias em revistas.

A minha mãe e eu começamos a altenar as noites, assim conseguia descansar e poder cuidar um pouco de mim e dar atenção ao marido, que a essas alturas ficou jogado as traças “tadinho”… rs*. Já nesse tempo as meninas estavam largando o peito e passando pra mamadeira (um assunto para outro post), desse modo elas já não estavam tão dependentes apenas de mim.

Com menos de uma semana fomos apresentados às cólicas. Todas as noites e quase no mesmo horário as meninas sofriam com as dores e  nós mais ainda. Acho que durante os três meses não me recordo de um dia que elas não tiveram a visitinha da “senhora cólica”.

Os três primeiros meses não foi uma tarefa fácil, mas sabia que era passageiro.  A soma de noites mal dormidas, a loucura de amamentar a cada três horas, troca de fraldas, cólicas que durava a eternidade, isso tudo acho que foi um teste de fogo para o que ainda estava por vir. E agora, nos sentimos mais seguros e mais preparados para os novos desafios.

 

 

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